deixando de viver perigosamente

De uns tempos pra cá eu comecei a me incomodar com uma coisa: o último backup q eu fiz foi em maio deste ano, e de lá pra cá obviamente eu juntei bastante coisa q não gostaria de perder… Mas claro q entre ficar incomodado e realmente tomar uma atitude existe uma distância.

Hoje fui mexer no notebook e ele começou a fazer uns “cleks” estranhos, mais ou menos periodicamente durante algumas horas. Vixe, taí uma boa hora pra começar a tomar uma atitude com relação a backup! :-)

Não que necessariamente tenha algo errado com o HD… eu li em algum lugar (não lembro onde, mas lembro q a fonte era confiável) q alguns modelos de HD fazem esse tipo de barulho de vez em quando como parte do funcionamento normal deles. Então não é nada de mais. Mas sei lá, vai que é algum problema…

Já que eu ia fazer outro backup, resolvi pesquisar melhor e encontrar algum método mais prático do q o backup tosco q eu fiz das 2 últimas vezes (sair catando arquivos e diretórios importantes, jogar num lugar só, gerar um iso e queimar). Com isso eu espero diminuir o meu tempo médio entre backups, q hj é de 6 meses. (sim, antes de maio meu backup anterior havia sido em novembro do ano passado).

No fim das contas, depois de ler muitos artigos e percorrer diversos resultados de busca do Google, resolvi ficar com um comando chamado dar (eu sei, eu também pensei nessa piada), que significa Disk ARchiver. Pelo que pude ver é um utilitário bem maduro, usado por diversas pessoas inclusive profissionalmente. Algumas vantagens que me chamaram a atenção:

  • O que eu mais gostei nele é que você consegue extrair do backup um arquivo que ele chama de catálogo: é uma lista de todos os arquivos do backup, com as datas de modificações. Assim é possível usar esse catálogo pra fazer um backup incremental da próxima vez.
  • Outra coisa muito interessante é que ele consegue dividir o backup em diversos arquivos (você especifica o tamanho que quer na linha de comando) pra poder gravar em mais de um CD, por exemplo (eu estava precisando disso!).
  • o dar compacta os arquivos antes de fazer o backup. Ele compacta cada arquivo individualmente. Não é tão eficiente, mas vc garante q mesmo q a mídia corrompa, vc só perde os arquivos realmente afetados pelo defeito.

A parte complicada é gerar uma linha de comando que faça o backup q vc quer. As opções do comando são tão diversas e numerosas quanto as do tar. Eu usei esta página como base, e também o tutorial oficial do dar. Estou anexando a esta entrada o script que criei para gerar meu backup. Ainda quero melhorá-lo para que ele também faça backups incrementais, mas isso fica pra outro dia.

Uma parte tediosa foi gerar a lista de diretórios que não entram no backup. Isso é importante pra mim pois como não tenho gravador de DVD, preciso minimizar o número de CDs gravados, e meu $HOME está com uns 25 gigas… Nessa tarefa, o kdirstat foi extremamente útil. Ele consegue rapidamente gerar um relatório dos maiores arquivos e diretórios, e tem um modo de visualização gráfico que permite encontrar facilmente os maiores culpados pelo consumo do disco.

O resultado disso é que no fim das contas só precisei fazer backup de 2.4G, e isso coube em 3 CDs (ocupando 1.8G no total. Nada mal, a compactação economizou um CD).

No fim das contas, minha idéia para o procedimento de backup é a seguinte:

  1. a cada dois ou três dias, fazer o backup incremental e copiar pro pen drive
  2. a cada duas ou três semanas fazer um backup diferencial desde o último backup full pra não precisar ficar acumulando infinitos backups incrementais e quem sabe economizar espaço no pen drive
  3. a cada dois ou três meses fazer um backup full

É isso. Espero que tenha sido útil. No mínimo pra fazer cair a ficha em mais gente e fazê-las correr atrás de um esquema de backup. :-)

Se alguém se interessar, aqui está o script que eu fiz: backup-home.sh


One Response to “deixando de viver perigosamente”

  1. [...] mais do mesmo Buenas, já comentei sobre o esquema de backup que organizei, e mencionei q queria melhorar o script q escrevi para [...]

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