Polônia – I
Quando saí do Brasil pra vaguear pela Europa, acho que o país do qual eu tinha menos expectativas era a Polônia. Nunca tinha ouvido falar muito, fui mais porque alguém me falou (ou acho que me falou) que era bacana. E eu queria visitar Auschwitz (até hoje fico triste só de ver as fotos que tirei de lá… É difícil ter uma idéia do que foi o nazismo sem ter visitado um campo de concentração).
No fim das contas, a Polônia virou um dos meus países preferidos. O povo lá é bastante aberto, não é difícil fazer amizades. Conheci pessoas muito bacanas. As cidades que visitei (Cracóvia e Varsóvia) são muito bonitas e ricas em história (ambas remontam à época medieval). E principalmente em Varsóvia, é muito fácil perceber os vestígios da Segunda Guerra Mundial e da época comunista. Eu comecei a falar sobre esses dois últimos assuntos aqui mas ficou muito grande, e vou deixar para o próximo post.
Em Cracóvia existe uma mina de sal que vale muito a pena visitar, que funcionou desde o século XIII até a metade deste ano! Já recebeu visitantes ilustres como Copérnico e outros… Pra começar, você desce 65 metros em uma escada de madeira até o 1º nível da mina. A partir daí, visita câmaras centenárias ligadas por galerias de túneis, vê estátuas feitas de sal, equipamentos originais de várias épocas, e até presas e dentes de mamute! Mas o ponto alto de verdade é uma inacreditável capela a 101 metros de profundidade, completamente feita de sal. O engraçado é que logo no início da visita eu encontrei uma família de Curitiba. Até debaixo da terra a gente encontra brasileiro.
Em Varsóvia, uma parte muito interessante da cidade é o centro medieval, que é cercada por muralhas. Os prédios foram destruídos na Segunda Guerra Mundial, mas o traçado original das ruas se manteve e os edifícios foram reconstruídos posteriormente. A praça central é bem bacana (apesar da muvuca), e tem uma estátua da sereia com espada e escudo que é o símbolo da cidade e personagem principal da lenda de criação da cidade.