Archive for the português Category

resolvendo nomes na rede de casa

Posted in português with tags , , , on Thursday, February 26, 2009 by bauermann

Desde que eu tenho dois notebooks em casa eu senti a necessidade de ter resolução de nomes funcionando decentemente para eles, ao invés de ter que ficar vendo qual IP o roteador designou para cada notebook cada vez que preciso acessar um ou outro computador. Primeiro pensei em fixar um IP baseado no endereço MAC, mas meu roteador não tem essa funcionalidade. Depois fiquei imaginando se não existia algum servidor DNS pra uso doméstico que pode ter suas entradas atualizadas dinamica e automaticamente.

Qual não foi minha surpresa quando descobri que a solução pro meu problema não só já existe, como não exige configuração nenhuma e além disso já estava instalada e funcionando nos dois computadores! Chama-se Multicast DNS (mDNS), e faz parte de um conjunto de tecnologias de “zero configuration networking”, da qual o Apple Bonjour faz parte. No Linux, o serviço que implementa isso é o Avahi.

Para usá-lo no caso que eu tinha em mente (basicamente, ssh e scp) basta usar o hostname do computador a ser acessado e acrescentar a extensão .local. Exemplo:

hotblack% ssh hactar.local
hactar% ping hotblack.local
PING hotblack.local (192.168.1.2) 56(84) bytes of data.
64 bytes from hotblack.local (192.168.1.2): icmp_seq=1 ttl=64 time=0.328 ms

Ótimo!

Eu já tinha ouvido falar de Zeroconf e do Avahi, claro. Mas eu achava que era só para descoberta de serviços na rede (coisa que nunca precisei, pelo menos por enquanto (mas acho a idéia bem legal)), não sabia que integrava com DNS!

texto dissecando a crise econômica…

Posted in português with tags , , , , on Saturday, February 7, 2009 by bauermann

… e muito mais, na verdade. Discute também as duas últimas décadas de liberalismo econômico, e as causas e conseqüências do mercado financeiro e especulativo. É um texto excelente, e gigante. Estou na metade ainda, mas já li coisas muito interessantes.

Me passaram como sendo um texto do Luis Nassif, mas só agora percebi que logo no começo há a indicação dos autores: Gustavo Cherubine e Ladislau Dowbor.

Eis um trecho muito interessante, com um ponto de vista que eu nunca tinha visto até agora. Combate o (que parece ser um) mito de que investir na bolsa é saudável para a economia pois você está ajudando as empresas cujas ações você negocia a se capitalizarem:

Num plano mais amplo, portanto, o próprio sistema é desequilibrado em termos de alocação e de apropriação de recursos, mesmo quando não há crise. Marjorie Kelly produziu nesta área um estudo particularmente interessante, intitulado “O direito divino do capital”. Analisando o mercado de ações dos Estados Unidos, Kelly constata que a imagem das empresas se capitalizarem por meio da venda de ações é uma bobagem, pois o processo é marginal: “Dólares investidos chegam às corporações apenas quando novas ações são vendidas. Em 1999 o valor de ações novas vendidas no mercado foi de 106 bilhões de dólares, enquanto o valor das ações negociado atingiu um gigantesco 20,4 trilhões. Assim que de todo o volume de ações girando em Wall Street, menos de 1% chegou às empresas. Podemos concluir que o mercado é 1% produtivo e 99% especulativo”. Mas naturalmente, as pessoas ganham com as ações e, portanto, há uma saída de recursos: “Em outras palavras, quando se olha para as duas décadas de 1981 a 2000, não se encontra uma entrada líquida de dinheiro de acionistas, e sim saídas. A saída líquida (net outflow) desde 1981 para novas emissões de ações foi negativa em 540 bilhões”…”A saída líquida tem sido um fenômeno muito real – e não algum truque estatístico. Em vez de capitalizar as empresas, o mercado de ações as tem descapitalizado.

O texto também comenta o comportamento particular que os bancos adotam no Brasil, que leva a um ano de lucro obscenamente recorde após outro (mesmo em época de crise, o que é mais impressionante!), e contribuindo grandemente para o aumento da concentração de renda (portanto injustiça social) no país:

A situação aqui é completamente diferente dos bancos dos países desenvolvidos, que trabalham com juros baixos e alavancagem altíssima. Essencial para nós, é que sustentar no Brasil juros que são da ordem de mil por centos relativamente aos juros praticados internacionalmente, só pode ser realizado mediante uma cartelização de fato. Para dar um exemplo, o Banco Real (Santander Brasil) cobra 146% no cheque especial no Brasil, enquanto o Santander na Espanha cobra 0% (zero por cento) por seis meses até cinco mil euros. Os ganhos dos grupos estrangeiros no Brasil sustentam assim as matrizes. Lembremos ainda que a Anefac apresenta apenas os juros, sem mencionar as tarifas cobradas. Os resultados são os spreads fantásticos e lucros impressionantes que o setor apresenta, sobre um volume de crédito no conjunto bastante limitado (39% do PIB) para uma economia como o Brasil. A intermediação financeira tornou-se assim um fator central do chamado “custo Brasil”, e um vetor central da concentração de renda. Os lucros são tão impressionantes, que ao abrigo deste cartel mesmo grupos de comércio, em vez de se concentrar em prestar bons serviços comerciais, hoje se concentram na intermediação financeira.

Enfim, leiam o texto. :-)

E obrigado ao Camilo pela indicação.

teclado com layout brasileiro

Posted in português with tags , , , , on Saturday, February 7, 2009 by bauermann

Eu uso computador faz uns 15 anos, e nesse tempo todo nunca tive um teclado com layout brasileiro (a.k.a. ABNT-2). Sempre usei o americano, com suporte a acentuação.

Esses dias comprei um teclado novo e bacana. Mas comprei pela Internet, e nem passou pela minha cabeça verificar se era padrão americano ou brasileiro. Quando chegou, na caixa estava bem claro: padrão brasileiro. No site das Americanas, onde fiz a compra, isso nem foi mencionado (fui lá conferir). Nota mental: não comprar coisas pelo site das Americanas.

Torci o nariz e pensei seriamente em retornar o produto sem abrir a caixa, se possível trocar por um com o layout que estou acostumado. No fim acabei deixando assim mesmo. E ainda bem que fiz isso. Estou gostando bastante do ABNT-2, não sei por quê sempre tive preconceito.

É bem mais confortável para digitar acentos (´, `, ç, ~ e ^ são fáceis de alcançar). E tem até ª e º, devidamente marcados nas teclas (só tem que saber a manha do Alt Gr). Antes eu disponibilizava esses caracteres com umas regras customizadas de xmodmap. Minha única birra é que muitas fontes são incompletas (feitas por gringos, certamente) e não colocam a barra ou ponto embaixo de ª e º. E na minha opinião, fica muito feio assim.

Mas eu divago… Outra coisa muito boa é que o ‘ (apóstrofo) é uma tecla diferente de ´ (acento agudo), e não é uma dead-key! Isso é muito mais prático pra programação. Mesma coisa para o ” (aspas) e ¨ (trema¹). Eu detestava setar uma variável com uma string e ter que apertar ” + espaço para abrir aspas, e depois de novo pra fechar.

Ufa, nada como um engano que acaba sendo melhor que a idéia original.

¹ Sim, eu vou continuar usando o trema²…

² Sim, eu coloco (ou tento colocar, pelo menos) trema nas palavras quando escrevo.

que iPhone/iPod o que…

Posted in português with tags , , , on Tuesday, September 30, 2008 by bauermann

… eu quero é um Neo FreeRunner!

Pra que me prender a um celular/PDA no qual eu não posso instalar os programas que eu quiser, e que eu não posso fuçar pra tentar fazer funcionar do jeito que é mais útil pra mim (olá, supporte a ogg :-) )?

O N810 também é uma boa opção (eu tentei comprar um já, mas não achei pra vender na época), se você ignorar o fato de que ele não é um telefone. Pra mim não é uma limitação séria, já tenho um de 200 reaus (isso na época, hoje não vale nem dez…) que faz e recebe chamadas.

retirada (ou não) das tropas russas da Geórgia

Posted in português with tags , , on Wednesday, August 20, 2008 by bauermann

De acordo com as notícias que recebemos, a Rússia diz que está retirando as tropas da Geórgia. Mas a Geórgia diz que não está, e que na verdade o exército russo se embrenha cada vez mais em seu território.

Sinceramente, não entendo por que estamos limitados a essas duas informações pontuais. Estamos no século XXI, com trocentos satélites tirando o tempo todo fotos de altíssima resolução de tudo quanto é lugar. Acho praticamente certo que pelo menos uns 2 ou 3 países possuem imagens comprovando ou desmentindo a desocupação russa. Talvez até o Brasil, já que possuímos alguns satélites de imageamento…

Por que nenhum país se pronunciou dizendo exatamente o que está acontecendo, e apoiando um dos lados da história com provas concretas? A OTAN já está exigindo que a Rússia retire suas tropas. Os EUA estão fazendo exigências e declarações ríspidas. Não vejo razão para não acrescentar a esse bate-boca essas provas que certamente existem.

A menos que essas declarações e exigências sejam apenas teatro e cortina de fumaça, feitas apenas para dar a ilusão de que o mundo está reagindo às atitudes retrógradas da Rússia. Essa é a única possibilidade que eu consigo imaginar. Parece que ninguém quer realmente fincar o pé no chão e se comprometer com essa questão.

Será medo de deflagrar uma guerra contra a Rússia? Realmente, a impressão que dá é que tudo que o governo russo quer é uma desculpa para usar sua força militar. Vide declarações recentes da Rússia (que menciona inclusive ataques nucleares!) sobre a (estúpida) idéia dos EUA de colocar uma barreira anti-mísseis na Polônia.

vaias ao hino nacional

Posted in português with tags , , , , on Wednesday, July 2, 2008 by bauermann

Por acaso fiquei sabendo que a torcida do Náutico tem vaiado o hino nacional nos jogos de seu time. Deixei um comentário no post do blog que me informou sobre o assunto e, por achar relevante dar um pouco mais de exposição ao mesmo, reproduzo-o aqui:

Eu não gosto de futebol e não acompanho o que acontece nessa esfera, portanto fiquei sabendo por este post sobre essa história de vaiar o hino nacional.

Minha opinião (após ler apenas este post) é que essa atitude não faz o menor sentido. O hino nacional não tem nada a ver com futebol, muito menos com os dirigentes (ou melhor dizendo mafiosos) das organizações de futebol no Brasil.

Vaiar o hino é quase o mesmo que mijar na bandeira do Brasil. Não sou nacionalista, mas acho que se queremos nos tornar um país próspero e desenvolvido (o que é perfeitamente factível na minha opinião), um dos primeiros passos que devemos tomar é ter respeito próprio e confiança de que podemos ser tão bons quanto os melhores países do mundo.

Vaiar o hino, nesse sentido, é cuspir pra cima. Certamente existem outras formas de os torcedores registrarem seu protesto, e sugiro fortemente que outras alternativas sejam adotadas.

O curioso é que o Google não retorna nenhuma matéria sobre o assunto vinda dos grandes jornais… <insira sua teoria de conspiração favorita aqui>

hackergotchis na mídia

Posted in português with tags , , on Monday, June 23, 2008 by bauermann

Cá estou eu passeando inocentemente em Montréal, quando vejo este anúncio no metrô:

Quem diria que os hackergotchis iam virar mainstream tão cedo? :-)

fotos de curitiba

Posted in português with tags , , , on Monday, June 2, 2008 by bauermann

<fotolog>

Fui a Curitiba no último feriado e consegui tirar algumas fotos bem legais, como a destes papagaios no Passeio Público:

Mas as fotos que mais gostei foram as do tucano, principalmente esta:

Parece que o bicho gosta de ser fotografado, ele ficava fazendo pose. Infelizmente, é muito curioso também e vinha correndo, querendo bicar e fuçar na minha câmera. Por causa disso, só consegui uma foto boa dele sem ter o alambrado na frente…

Também tirei fotos de cobras e lagartos (bom, na verdade um lagarto só).

Outra série interessante de fotos foram as da feira do Largo da Ordem, que é uma feira de artesanato gigantesca no centro de Curitiba, todo domingo de manhã. Esta foto de flores feitas de lascas de madeira ficou bem legal:

Outra que ficou bacana foi esta, que tirei da entrada de uma loja de antigüidades (bom, tava mais pra velharias, na verdade):

Ah, uma coisa curiosa que vi lá foi um caixa automático móvel. Acho que essa idéia não daria certo em Campinas, algum ladrão certamente levaria a van embora…

</fotolog> :-)

temperatura da cerveja

Posted in português with tags , , on Saturday, May 31, 2008 by bauermann

Muita gente diz (e acredita!) que “na Alemanha se toma cerveja quente”. Não é verdade, lá a cerveja também é fria, abaixo da temperatura ambiente. Só não é tão gelada quanto a que a gente (erroneamente) toma aqui.

É errado porque não conseguimos sentir bem o sabor de algo que está muito gelado, pelo próprio funcionamento do nosso paladar. Por isso não faz muito sentido querer uma cerveja boa, se for para bebê-la gelada. (Aliás, estou para ver um estrangeiro elogiar nossa cerveja. Todos a acham muito ruim. Eu penso que a temperatura em que bebemos cerveja é a principal razão.)

Neste podcast da Folha, um crítico de gastronomia fala sobre isso. Ele mesmo diz que “quando a bebida está muito gelada, ela perde muito do paladar e do aroma”, e (o trecho que mais gostei): “não pode ser gelada demais, estupidamente gelada, porque isso seria uma estupidez, seria perder boa parte do aroma e do paladar que ela pode liberar” (ênfase minha :-) ).

micro dos flintstones

Posted in português with tags on Saturday, May 24, 2008 by bauermann

Aqui estava eu, na casa dos meus pais em Curitiba fazendo uma limpa em algumas coisas do armário, quando achei isto:

Foi o primeiro computador que eu usei, um TK 90X! Ele já era bem velho quando eu comecei a usar, claro. Mas ainda me lembro de conectar um toca-fitas nele para carregar os jogos. :-)

Uma coisa que eu fiquei sabendo agora é que esse computador é de projeto e fabricação nacional. Interessante.

Tenho também a caixa dele:

e

Destaque para: “Memória: 16 Kbytes ROM, 16 ou 48 Kbytes RAM” e “Gráficos: alta resolução 256 x 192 Pixels.” :-)

Estou pensando em doar para algum museu de informática… Se alguém tiver uma sugestão ou contato, agradeço. É bem possível que ele ainda funcione, não testei.